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Jacinto, Minas Gerais, 1947

Pintor, desenhista, escultor. Suas obras exploram as formas geométricas e a dimensionalidade, tensionando os limites entre a pintura e a escultura. As paisagens, sobretudo as de Minas Gerais, são o principal objeto de representação do artista. 

Começa a estudar desenho aos 16 anos de idade. Em 1967, muda-se para Belo Horizonte e ingressa na Escola Guignard, em 1969. De 1972 a 1975, também na capital mineira, estuda arquitetura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Em 1974, expõe no 5° Salão de Arte Universitária UFMG a série de pinturas Memórias das coisas que ainda existem, em Belo Horizonte, e recebe como prêmio uma bolsa para estudar na França. Fica em Paris entre 1975 e 1979 e frequenta a École Nationale Louis Lumière [Escola Nacional Louis Lumière], onde estuda fotografia, e a École Nationale Supérieure des Beaux Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes]. Morando na França, descobre a pintura abstrata americana, o construtivismo russo e tem contato com o trabalho do grupo Support-Superface, que influenciam em sua linguagem artística.  

Retorna ao Brasil em 1980 e no ano seguinte ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde conclui o curso de gravura. Nessa década, começa a trabalhar com telas e madeiras recortadas em formas geralmente triangulares, explicitando ainda mais intensamente seu interesse pelo atributo geométrico, que se manifesta já em suas peças da primeira metade dos anos 1970. Com um suporte fragmentado e reconstruído, o artista explora os jogos entre os vazios e os planos de formas e cor.

A década de 1980 é um momento marcado também pela emergência de uma dimensão orgânica na linguagem do artista. Ele produz objetos de materiais diversos, pinturas-relevo  e cria formas arredondadas e angulosas, de grande sensualidade, que remetem a arabescos, elementos vegetais ou formas do corpo humano. Em algumas obras utiliza a cerâmica, que permite associações entre o liso e o poroso, entre a densidade e a leveza.

Em 1985, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 8° Salão Nacional de Artes Plásticas, promovido pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), no Rio de Janeiro. Durante seis meses, entre 1999 e 2000, é artista residente na École Nationale Supérieure d’Art Décoratif d’Aubusson [Escola Nacional Superior de Arte Decorativa d’Aubusson], na França.

Em 2025, é realizada a mostra individual Da Terra, O que Vem.., composta de trabalhos realizados entre 1975 e 2025 que expressam os aspectos marcantes da poética do artista, como o uso de pigmentos extraídos de terras mineiras e a representação de paisagens.