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RIO DE JANEIRO (rj), 1935

Filho do escritor Marques Rebelo, José Maria Dias da Cruz entrou em contato, ainda criança, com as obras de importantes artistas. Tarsila do Amaral, Pancetti, Iberê Camargo, Milton da Costa, dentre outros, eram visitas frequentes em sua casa. Aos 12 anos, participou de sua primeira exposição, a coletiva que deu origem ao primeiro Museu de Arte Moderna do Brasil (1948), fundado por seu pai.

Suas obras demonstram, sobretudo, o interesse pela cor. Como não conseguia definí-la, resolveu se aproximar dela. Seus experimentos dialogavam com Cézanne, que enxergava os “cinzas” da natureza – a junção de cada matiz com sua complementar. Considerado um dos maiores estudiosos sobre o tema, José Maria conseguiu desconstruir o círculo cromático tradicional, criando teorias inovadoras na Arte. Para ele, não apenas formas, mas manchas podem classificar uma obra como geométrica. Em suas palavras: “é a geometria da cor”.

A carga teórica de seu trabalho lhe rendeu três décadas lecionando nas mais respeitadas escolas de arte do Brasil. Por sua sala de aula passaram gerações de artistas, como Carlos Bevilacqua e BobN. Gonçalo Ivo, que o procurava para uma orientação, terminou virando um grande amigo, hoje seu maior colecionador, com mais de 150 obras.